Livraria Real ou Biblioteca Real

Foi construída por D. João V, onde em 1712 se instalou a Livraria da Casa de Bragança, no terceiro andar do paço da Ribeira, formada por 6000 obras.
A este acervo foi agregado, por ordem do rei, os livros que estavam repartidos pelo Paço das Necessidades e pelo Convento de Mafra.
D. João V encarregou um homem (Manuel Pereira de Sampaio) de mandar fazer cópias na Biblioteca do Vaticano de toda a documentação referente a Portugal. Vindo assim para o país a valiosa obra Symmicta Lusitana.
Nesta época conseguiram-se muitas obras devido aos livreiros Gendeau e Reycend e ao bibliotecário real Martim de Mendonça, na qual catalogou cerca de 20 000 mil livros desta mesma biblioteca. Este número chegava aos 70 000 em 1755, data do terramoto que destruiu este repositório de erudição.
As obras sobreviventes a esta fatalidade foram reunidas junto a outros acervos, aos espólios de conventos e famílias condenadas ou proscritas, formando assim uma nova Real Biblioteca.

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O torreão poente do Paço da Ribeira. A Biblioteca Real ocupava o segundo piso do edifício, destruido pelo terramoto de 1755. Pormenor da gravura de Dirk Stoop de 1662 representando o embarque da infanta D. Catarina, Rainha de Inglaterra.
Fonte: URL: http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/junho0303.html

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